O compromisso deste Blog é com a verdade, sem partidarismo e sem sectarismo. Jornalistas Responsáveis: Adriano Pereira de Oliveira, DRT-67831SP. Adriana Rodrigues de Oliveira, DRT-68734SP. Um baiano de Jequié e uma paulista de Piedade, com Jesus de Nazaré, divulgando a verdade. E-mail: pastordri@gmail.com
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
domingo, 10 de dezembro de 2017
A briga e reconciliação de meu pai com o leite
Meu pai casou com minha mãe no ano de 1939, e foi morar na casa do meu avô materno. Era uma casa enorme. Tinha doze quartos, duas varandas, duas salas do meio, duas cozinhas e outras coisas mais.Ele foi ser o vaqueiro do meu avô. Tomava conta do gado. Tirava o leite todos os dias bem cedinho. Depois disso, entrava para dentro de casa e ia tomar o seu café com leite. Café com leite é modo de dizer.Era costume do nosso povo naquele tempo tomar o leite com sal. Minha avó paterna fervia o leite com o sal. Ou seja, colocava o sal na panela de leite. Era assim que meu pai gostava. Do jeito que a mãe dele fazia.Já na casa de minha avó materna, era diferente. Fervia-se o leite sem sal e depois trazia um pouco de sal num pires para cada um colocar na sua vasilha, vasilha mesmo, porque não se tomava leite em xícara ou copo. O leite era servido numa sopeira, e se tomava com uma colher, porque geralmente se misturava com pedaços de batata, mandioca ou abóbora, cozidos.Meu pai avisou que não gostava do jeito que era feito na casa de minha avó materna, a sogra dele. Ele gostava era do jeito que a mãe dele fazia. Ele não queria que o sal viesse no pires. Ele queria que o sal fosse colocado dentro da panela de leite. Era assim que a mãe dele fazia.Ninguém se importou com o pedido dele. Então ele tomou uma decisão radical: Não tomo mais leite, não precisa mais trazer leite para mim. E nunca mais tomou leite, nem puro e nem com café, durante mais de vinte anos.No ano de 1966, meu pai, que estava morando no Estado do Espírito Santo, veio a São Paulo para participar da minha cerimônia de casamento. Dois dias depois do meu casamento, ele e meu irmão Abel, foram tomar o café da manhã em minha casa. Minha esposa, que não sabia da briga dele com o leite, preparou o café com leite e serviu. Ele tomou sem dizer nada.Meu irmão Abel ficou surpreso, e perguntou, ué pai, o senhor tomou leite? Ele simplesmente respondeu, tomei.Assim, meu pai se reconciliou com o leite vinte e sete anos depois da briga.Adriano Pereira de Oliveira.
Tapiraí, São Paulo, Brasil, 10 de dezembro de 2017.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
domingo, 3 de dezembro de 2017
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Desculpe-me, eu sou muito temperamental
Cheguei a São Paulo em 1959. Tinha 16 anos de idade. Sabia ler e escrever, mas não tinha qualquer diploma, nem do curso primário, que naquele tempo tinha a duração de quatro anos.
Pela misericórdia de Deus, fui trabalhar como office-boy numa multinacional alemã, onde o presidente e todos os diretores de departamentos eram alemães.
Algum tempo depois, fui escolhido para trabalhar na sala da secretária do presidente. A primeira coisa que eu fazia todos os dias pela manhã era pegar um espanador e entrar na sala do presidente para espanar o pó da mesa dele e da mesa de reuniões que ficava na mesma sala.
Um dia, enquanto eu fazia aquele trabalho diário, o espanador bateu com força num dos dois cinzeiros que estavam na mesa de reunião, o cinzeiro caiu e quebrou. Peguei outro, diferente, coloquei no lugar do que quebrou. Pensei que o presidente não ia notar.
Em seguida, ele chegou, deu o seu costumeiro bom dia e entrou para a sala dele. Não demorou muito, a campainha tocou, era o jeito que ele usava para me chamar. Eu entrei, ele perguntou pelo cinzeiro. Eu disse o que tinha acontecido. Ele me deu a maior bronca. Disse que era um cinzeiro de estimação que ele tinha trazido da Espanha. Eu saí da sala, triste e com sentimento de culpa.
Em seguida, a campainha tocou novamente. Eu pensei, lá vem mais bronca. Eu estava enganado. Ele me chamou para pedir desculpas. Ele disse: “Adriano, desculpe-me, eu sou muito temperamental”.
Nunca me esqueci desse fato. Não sei qual era a religião daquele homem. Não sei se era católico ou protestante. Nem mesmo sei se ele tinha alguma religião. Mas uma coisa eu sei, ele teve a grandeza de chamar um humilde office-boy para lhe pedir desculpas.
Parafraseando Jesus Cristo, eu digo, “Humildade assim, não encontrei nem entre aqueles que se dizem povo de Deus”.
Adriano Pereira de Oliveira.
Tapiraí, São Paulo, Brasil, 1 de agosto de 2017.
domingo, 9 de julho de 2017
A vontade de Deus é agradável e perfeita
Na manhã de domingo, nove de julho de 2017, eu acordei com um esboço de mensagem em minha mente, o qual quero oferecer a todos que dele possam tirar proveito:
Título: A BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA VONTADE DE DEUS
Texto bíblico: Romanos 12.2
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Introdução:
A boa, agravável e perfeita vontade de Deus, em alguns casos, como aconteceu com Jesus, se torna muito dolorosa porque vem acompanhada de alguns ingredientes surpreendentes, tais como:
I – Um Judas para nos trair.
II – Um Pedro para nos negar.
III – Alguns amigos para nos abandonar.
Conclusão:
Mesmo quando a vontade de Deus vem acompanhada desses ingredientes surpreendentes, ela é sempre boa, agradável e perfeita em nossas vidas, ela traz o melhor para nós.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
Título: A BOA, AGRADÁVEL E PERFEITA VONTADE DE DEUS
Texto bíblico: Romanos 12.2
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Introdução:
A boa, agravável e perfeita vontade de Deus, em alguns casos, como aconteceu com Jesus, se torna muito dolorosa porque vem acompanhada de alguns ingredientes surpreendentes, tais como:
I – Um Judas para nos trair.
II – Um Pedro para nos negar.
III – Alguns amigos para nos abandonar.
Conclusão:
Mesmo quando a vontade de Deus vem acompanhada desses ingredientes surpreendentes, ela é sempre boa, agradável e perfeita em nossas vidas, ela traz o melhor para nós.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Pastor batista foi preso na África
Um dos privilégios que tivemos durante nossas férias neste mês de junho de 2017 foi o de participar da pregação do Pastor Eli Fernandes de Oliveira na Primeira Igreja Batista de Teófilo Otoni, Minas Gerais, dia 18, domingo pela manhã.
A referida Igreja é pastoreada pelo pastor André Anastácio do Nascimento que nos recebeu com muita gentileza!
Pastor Eli contou que em uma de suas viagens à África, depois de pregar em um pais que estava em guerra com o país vizinho, viajou justamente para o país adversário do primeiro.
Acontece que o primeiro país era apoiado pelos Estados Unidos da América do Norte, e o segundo era apoiado pela Rússia.
Quando desembarcou no segundo, foi tido como espião norte-americano e foi preso imediatamente.
Passou dois dias na prisão, mas quando examinaram seus documentos e perceberam que ele era pastor batista, disseram:
"Vamos soltar você porque quando nosso país estava precisando de remédios, os batistas mandaram remédios para nós, e quando nosso país estava precisando de alimentos, os batistas mandaram alimentos para nós; mas o senhor será acompanhado por um oficial do nosso exército enquanto estiver em nosso país."
As autoridades daquele país estavam se referindo a ajuda humanitária da Aliança Batista Mundial.
O pastor Eli contou esse fato quando se referia às prisões do Apóstolo Paulo, e concluiu dizendo que os seus dois dias de prisão na África não significavam nada diante dos grandes sofrimentos do Apóstolo Paulo.
Louvado seja Deus pela vida do pastor Eli Fernandes de Oliveira!
Abraços a todos!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Confissões de um Septuagenário
Enquanto viajava de ônibus de Piedade para Tapiraí, SP, na manhã de 13 de junho de 2017, surgiu em minha mente o desejo de escrever as confissões de um septuagenário. O que estou fazendo neste momento.
Sei que não fui e não sou o melhor filho.
Sei que não fui e não sou o melhor irmão.
Sei que não fui e não sou o melhor marido.
Sei que não fui e não sou o melhor pai.
Sei que não fui e não sou o melhor genro.
Sei que não fui e não sou o melhor cunhado.
Sei que não fui e não sou o melhor da família.
Sei que não fui e não sou o melhor amigo.
Sei que não fui e não sou o melhor colega.
Sei que não fui e não sou o melhor vizinho.
Sei que não fui e não sou o melhor cidadão.
Sei que não fui e não sou o melhor nas minhas diversas áreas de atividades humanas.
Sei que não sou o melhor discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Sei que não fui e não sou o melhor em nada.
E, por tudo que não fui e não sou, peço perdão a todos!
Mas uma coisa eu sei, eu sou e sempre fui amado por Deus.
Louvado seja Deus por tudo!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
domingo, 30 de abril de 2017
Minha peregrinação
Minha peregrinação
Muito cedo começou,
Mexe com meu coração
Quando lembro o que passou.
Muito cedo começou,
Mexe com meu coração
Quando lembro o que passou.
De minha querida Bahia
Cedo tive de partir
Sabendo pra onde ia
Sem chorar e sem sorrir.
Chegamos ao Contestado
Que era terra de ninguém,
De Minas era reclamado
E do Espírito Santo também.
Mas virou terra capixaba
Cultivada por baiano
E mineiro camarada,
Um ao outro apoiando.
Mas logo o tempo passou
E surge antigo desafio
Que o tempo despertou,
Com ele o menino sorriu.
São Paulo está esperando,
O meu coração falou
A hora está chegando
Pois o tempo já passou.
Foi assim que adolescente
Iniciei nova jornada
E num estalo, de repente
Deixei a terra capixaba.
E em São Paulo cheguei
Onde tive oportunidade,
Estudei e trabalhei
Não pensando em vaidade.
Queria ser advogado
Mas primeiro fui pastor
Conforme foi determinado
Por Deus Nosso Senhor.
Mas novo tempo chegou
E Deus me locomoveu
São Paulo pra trás ficou
E Mato Grosso apareceu.
Foi assim a minha vida
Depois dos trinta de idade
Exercendo minha lida
De cidade em cidade.
Hora estando em Mato Grosso
Hora na terra paulista
Mas sempre fazendo esforço
Juntando amigos na lista.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
domingo, 16 de abril de 2017
Fuja do PEFEMERRÊ
O que é o PEFEMERRÊ?
Quando eu aprendi o alfabeto no interior da Bahia, o “f” era “fê”, o “g” era “guê”, o “j” era “ji”, o “l” era “lê”, o “m“ era “mê”, o “n” era “nê”, o “r” era “rê” e o “s” era “si”
.
Então, "PEFEMERRÊ" é o Partido da Fofoca, da Murmuração e da Rebelião - PFMR.
Esse partido sempre existiu e tem causado estragos em muitos lugares.
Esse foi o partido de Nadabe e Abiú que ofereceram fogo estranho no altar - Números 10.
Esse foi o partido no qual Miriã e Arão militaram por pouco tempo e que levou Miriã a ficar leprosa - Números 12.1-16.
Esse foi o partido que fez uma geração inteira perder a bênção de entrar na terra prometida - Números 14.26-45.
Esse foi o partido de Coré, Datã e Abirão - Números 16.1-35.
Esse foi o partido dos que foram picados pelas serpentes no deserto - Números 21.4-9.
Esse foi o partido que levou Arão a fabricar o bezerro de ouro - Êxodo 32.1-35.
Esse partido só trouxe maldição e derrota para seus seguidores.
Esse partido tem causado muito estrago no lar, na igreja, na escola, no trabalho, na política, e na sociedade em geral.
Você gostaria de pertencer a um partido assim?
Abraços a todos!
Adriano Pereira de Oliveira
Flórida Paulista, São Paulo, Brasil, 4 de junho de 2010.
domingo, 9 de abril de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Pastor Adriano 70777
Pastor batista da Convenção Batista Brasileira desde 1972.
Pastoreou igrejas batistas em São Paulo e Mato Grosso do Sul durante todo esse
tempo.
Foi membro de diversas Juntas da Denominação Batista, professor e diretor de Seminário.
Foi Secretário Municipal de Educação e Cultura em Ponta Porã, MS.
Foi professor concursado do ensino fundamental em Dourados, MS.
Foi candidato nove vezes a vereador, deputado estadual e deputado federal em Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Nunca deixou de ser pastor.
No momento, está tomando conta de uma pequena Congregação Batista em Tapiraí e realizando a leitura da Bíblia na Rua em Tapiraí e Piedade.
Deseja continuar sendo uma fiel testemunha de Jesus Cristo por onde andar.
Tem licenciatura plena em Filosofia e Pedagogia, é bacharel em Direito e especialista em Educação de Jovens e adultos e em Gestão Pública Municipal.
Como candidato a vereador em Tapiraí neste ano de 2016, está usando o título de pastor em sua propaganda eleitoral porque é realmente o que ele tem sido há mais de 40 anos e é assim que ele é conhecido em todos os lugares por onde passou e onde exerceu o seu ministério pastoral, e é assim também que ele é conhecido em Tapiraí.
Pastor Adriano é natural do Estado da Bahia, e veio para São Paulo em 1959 com 16 anos de idade.
Está em Tapiraí desde o ano 2010, juntamente com sua esposa Adriana Rodrigues de Oliveira, natural de Piedade, SP, funcionária pública concursada do Município de Votorantim.
Pastor Adriano decidiu ser candidato a vereador neste ano de 2016 para colocar todo o seu preparo e experiência a serviço do povo de Tapiraí.
Nesse sentido, pede as orações do Povo de Deus, e o voto do eleitor de Tapiraí.
Deus abençoe a todos!
Pastor Adriano, 70777, Coligação Renovar para Melhor, PT do B – PSD.
Com César Araújo, 70, para prefeito, e Jaqueline Machado para vice.
Foi membro de diversas Juntas da Denominação Batista, professor e diretor de Seminário.
Foi Secretário Municipal de Educação e Cultura em Ponta Porã, MS.
Foi professor concursado do ensino fundamental em Dourados, MS.
Foi candidato nove vezes a vereador, deputado estadual e deputado federal em Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Nunca deixou de ser pastor.
No momento, está tomando conta de uma pequena Congregação Batista em Tapiraí e realizando a leitura da Bíblia na Rua em Tapiraí e Piedade.
Deseja continuar sendo uma fiel testemunha de Jesus Cristo por onde andar.
Tem licenciatura plena em Filosofia e Pedagogia, é bacharel em Direito e especialista em Educação de Jovens e adultos e em Gestão Pública Municipal.
Como candidato a vereador em Tapiraí neste ano de 2016, está usando o título de pastor em sua propaganda eleitoral porque é realmente o que ele tem sido há mais de 40 anos e é assim que ele é conhecido em todos os lugares por onde passou e onde exerceu o seu ministério pastoral, e é assim também que ele é conhecido em Tapiraí.
Pastor Adriano é natural do Estado da Bahia, e veio para São Paulo em 1959 com 16 anos de idade.
Está em Tapiraí desde o ano 2010, juntamente com sua esposa Adriana Rodrigues de Oliveira, natural de Piedade, SP, funcionária pública concursada do Município de Votorantim.
Pastor Adriano decidiu ser candidato a vereador neste ano de 2016 para colocar todo o seu preparo e experiência a serviço do povo de Tapiraí.
Nesse sentido, pede as orações do Povo de Deus, e o voto do eleitor de Tapiraí.
Deus abençoe a todos!
Pastor Adriano, 70777, Coligação Renovar para Melhor, PT do B – PSD.
Com César Araújo, 70, para prefeito, e Jaqueline Machado para vice.
sábado, 3 de setembro de 2016
Uma palavra desafiadora
Neste
texto estou relatando resumidamente a trajetória da minha vida, destacando uma
palavra desafiadora que ouvi no meu primeiro dia em São Paulo.
A
minha caminhada em direção a São Paulo iniciou num sábado, dia 18 de julho de
1959, quando eu deixei o pequeno povoado de Itamira, Município de Mucurici,
Estado do Espírito Santo, onde morava juntamente com meus pais e grande parte
da minha parentela. Itamira pertence
atualmente ao Município de Ponto Belo.
Eu
tinha pouco mais de 16 anos de idade, e viajei sozinho.
Tomei
a marinete que fazia diariamente a linha de Nova Venécia, Espírito Santo, para Nanuque,
Minas Gerais, passando por Itamira. Segui para Nanuque, depois para Teófilo
Otoni e Governador Valadares, e em seguida, Rio de Janeiro e São Paulo.
O
Estado do Espírito Santo não é a minha terra natal. Nasci no Estado da Bahia.
Fui batizado na cidade de Boa Nova, e registrado no Cartório do Distrito de
Boaçu, Município de Jequié.
Meu
sonho desde criança era vir para São Paulo. Com sete anos de idade fui levado
por meus pais para as matas do Contestado, onde hoje é o norte do Espírito
Santo. É lá que fica Itamira, de onde eu saí sozinho, com 16 anos de
idade, para vir para São Paulo.
A
viagem foi emocionante, uma mistura de curiosidade e medo.
Meu
primeiro dia em São Paulo foi 21 de julho de 1959, uma terça-feira.
Desembarquei do trem na Estação do Norte, no Brás, e fui para a casa de um conhecido
na Freguesia do Ó. A primeira frase que ouvi do dono da casa não foi nada
animadora, mas foi desafiadora:
-
"Meu filho, São Paulo é terra onde filho chora e pai não vê.”
No
dia seguinte, fui para a casa de um tio que eu não conhecia. No dia 1º de
agosto, dez dias depois da minha chegada, comecei a trabalhar como
office-boy numa multinacional alemã.
Daí
para frente foi só trabalho e estudo. Tive oportunidade de concluir quatro
cursos superiores, Teologia, Filosofia, Pedagogia e Direito, e duas
especializações, Educação de Jovens e Adultos e Gestão Pública Municipal. Estou
habilitado legalmente como pastor, professor, orientador educacional, advogado
e jornalista.
Casei,
gerei filhos, e já tenho oito netos.
Muitas
coisas aconteceram em minha vida. Morei em muitos lugares. Conheci muita gente.
Tive alegrias e tristezas. Sempre estudando e trabalhando na educação e na
evangelização em todos os lugares por onde passei, tais como,
Ponta Porã e Dourados, MS, Flórida Paulista, SP, e sobretudo em São
Paulo, Capital. Participei de Campanhas Evangelísticas em Portugal, Espanha,
Chile e Paraguai.
Estou
em Tapiraí, SP, juntamente com minha esposa Adriana, desde o ano 2010, onde
cuidamos de uma pequena Igreja Batista e realizamos a leitura pública das
Sagradas Escrituras todos os dias, através do Ministério Bíblia na Rua.
Concluindo,
se São Paulo é terra onde filho chora e pai não vê, como disse o senhor Manoel
Alves Aranha, dono da casa onde me hospedei a primeira noite em São Paulo, de
uma coisa tenho certeza: Temos Um Pai Celestial que vê e ouve o choro dos seus
filhos, estejam onde estiverem.
Louvado
seja Deus por tudo!
Pastor
Adriano 70777, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Confiança no candidato ou nas suas propostas?
Tenho observado que alguns eleitores cobram propostas dos candidatos a vereador.
Tenho
observado também que alguns candidatos a vereador no desejo de atender a
essas cobranças, elaboram propostas mirabolantes que não têm nada a ver
com as atribuições de um vereador, demonstrando assim desconhecimento
da função ou má fé.
O que tenho a dizer é o seguinte:
Depois
de 40 anos de candidaturas a vereador, deputado estadual e deputado
federal em diversos estados e municípios, tenho chegado à conclusão de
que a maioria do eleitorado brasileiro não vota em propostas, vota em
pessoas.
Tenho
observado ainda que os eleitores que exigem propostas exigem somente
dos candidatos em quem não vão votar, porque do candidato em quem ele
vai votar, ele não exige nada, ele simplesmente vota na pessoa, vota
porque confia na pessoa, vota porque gosta da pessoa, porque gosta do
jeito da pessoa.
O
conselho que tenho para dar aos meus colegas candidatos a vereador de
todo o Brasil é o seguinte: Não percam tempo com quem com certeza não
votará em você, passe adiante, prossiga pedindo voto a todo mundo!
Quero dizer aos candidatos a vereador o mesmo que disse em uma palestra para conselheiros municipais de assistência social:
- O vereador deve conhecer as possibilidades e limites legais de sua função.
- O vereador deve saber que ele é antes de tudo um legislador.
- O vereador deve saber também que é um fiscal do gestor, um fiscal dos atos do gestor municipal.
Contudo,
o vereador precisa entender também que não deve ser nem uma “vaquinha
de presépio”, e nem um espinho permanente no calcanhar do gestor.
Finalizo,
afirmando mais uma vez que a maioria do eleitorado brasileiro,
sabiamente, olha mais para a vida do candidato, a confiança que tem no
candidato, sua identificação com o candidato, do que para as suas
propostas, que nem sempre são exequíveis, são mais eleitoreiras do que
verdadeiras.
Pastor Adriano, 70777, PT do B, 70, Tapiraí, São Paulo, Brasil.
Com César Araújo para prefeito e Jaqueline Machado para vice.
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