quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cabeça, fato e mocotó.

Hoje, amanheci pensando nestas três palavras, cabeça, fato e mocotó.
Estava lembrando do tempo em que eu e meu irmão Abel éramos meninos lá no norte do Espírito Santo.
Nós éramos procurados por aqueles que compravam ou vendiam animais vivos, geralmente porcos ou bois.
As pessoas pesavam os referidos animais e depois vinham nos procurar para fazer as contas.
Elas diziam:
- Deu tantos quilos, faz a conta aí descontando vinte por cento de cabeça, fato e mocotó para ver quanto dá.
Nós fazíamos as contas, descontando os vinte por cento de cabeça, fato e mocotó, e depois dividíamos por 15 para ver quantas arrobas davam, e em seguida multiplicávamos pelo valor da arroba em cruzeiro para ver quanto o comprador tinha que pagar.
A mesma coisa acontecia quando alguém pegava uma roça para capinar, uma manga para roçar ou uma mata para derrubar.
Elas diziam:
- Deu tantas braças de frente, tantas braças de fundo, tantas braças dos lados, cuba aí para ver quantas tarefas dá, e depois faz as contas para ver quantos cruzeiros dá.
Nós já sabíamos que uma tarefa era 30 X 30 braças, era fácil fazer as contas.
Nós éramos os especialistas, os técnicos, os sabidos daquela região.
Recordações dos tempos que não voltam mais.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A morte é uma realidade inevitável.

A morte é uma realidade inevitável, mas podemos escolher se queremos morrer com a ajuda dos médicos e remédios ou sem a ajuda deles.
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quem deve ouvir o clamor das ruas?

Os políticos devem ouvir o clamor das ruas porque são eleitos pelo voto popular, mas os juízes e os promotores de justiça não devem ouvir o clamor das ruas, mas sim o clamor da lei, é por isso que eles são nomeados através de concursos públicos para não se deixarem influenciar pelo clamor das ruas ou por outro clamor qualquer. Pilatos ouviu o clamor das ruas e crucificou Jesus.


Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Deus dirige a História.

Creio que Deus dirige a História.

Creio que Deus de vez em quando traz juízo sobre o seu povo, usando sistemas políticos para isso, como aconteceu com Israel e Judá em relação a Assíria e Babilônia.

Creio que o que está acontecendo no Brasil e em algumas outras nações pode ser entendido assim.

Creio que o povo de Deus deixou de seguir os ensinos de Jesus no sentido de dividir os bens materiais por amor.

Creio que por isso Deus está permitindo que sistemas políticos realizem aquilo que devia ter sido feito voluntariamente pelas igrejas, pelo povo de Deus.

Creio que a Bíblia ensina que devemos sempre honrar e respeitar as autoridades constituídas.

Creio também que o descalabro moral e antibíblico que estamos vendo nos últimos tempos não é responsabilidade particular de nenhum partido político, mas de um sistema mundial dirigido pelo espírito do Anticristo.

Creio que querer culpar esse ou aquele partido político em particular pelo descalabro moral é pura ingenuidade.

Creio que a Bíblia ensina que a natureza humana é depravada.

Creio que cabe ao povo de Deus vigiar, orar e participar, pois somos sal da terra e luz do mundo.

Creio que cabe também ao povo de Deus denunciar o erro, mas sempre com honestidade e respeito para com as autoridades constituídas.


Adriano Pereira de Oliveira.

Tapiraí, SP, 09 de setembro de 2013.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Argumentos contraditórios dos anticubanos.

Primeiro argumento: Os médicos cubanos são agentes do comunismo internacional e estão vindo para o Brasil para promover a cubanização do mesmo.

Segundo argumento: Os médicos cubanos são escravos, estão realizando trabalho escravo, trabalho forçado.
 
Conclusão: Os médicos cubanos são escravos tão felizes que querem levar a escravidão para outros países, querem que todos sejam escravos como eles.
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cantina nas Escolas Públicas.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado Federal,  aprovou projeto de lei que proíbe a venda de bebidas com baixo teor nutricional ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sódio nas cantinas instaladas nas escolas de ensino básico.
Na minha opinião, o que se deve proibir é a existência de cantinas nas escolas públicas. Não há justificativa para a existência delas, uma vez que a merenda escolar é distribuída gratuitamente em todas as escolas. É uma das políticas públicas que está sendo realizada com muito sucesso. O fato de haver cantinas nas escolas é mais um motivo para criar angústia no seio das famílias pobres porque as crianças ficam atormentando seus pais querendo dinheiro para comprar os produtos que são ali vendidos. Além do mais, cria um certo constrangimento entre os alunos porque uns compram e outros não podem comprar. Sou totalmente contra a existência de cantina em escolas públicas. Quando fui Secretário Municipal de Educação e Cultura em determinado município do interior, proibi terminantemente os diretores e professores de pedir dinheiro para aluno sob qualquer pretexto, e proibi a venda de qualquer coisa nas escolas. Com tal medida, eu queria contribuir para a paz e a tranquilidade no seio das famílias.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Assistencia Social.

 
Dia 06/08/2013, terça-feira, participei da IV Conferência Municipal de Assistência Social no Município de Tapiraí, SP, onde muito se falou da necessidade de um diagnóstico para que se execute um trabalho sério e justo na área da Assistência Social, levando em consideração a diversidade do comportamento das pessoas em relação às suas necessidades. Foi dito que há pessoas que falam de suas necessidades com muita facilidade e vivem batendo nas portas dos órgãos públicos querendo alguma coisa, mesmo não tendo necessidades reais, enquanto há outras que mesmo tendo necessidades reais não procuram os órgãos públicos, por ignorância ou por timidez. Daí a necessidade de um diagnóstico sobre as reais necessidades das pessoas, enfatizou o Senhor Prefeito Araldo Todesco.
 
Penso que não somente os órgãos públicos, mas também as igrejas e instituições religiosas e assistenciais em geral, precisam fazer um diagnóstico para saber a real situação dos seus membros. Caso contrário, vamos cair na mesma situação mencionada pelo ilustre prefeito de Tapiraí, SP. Ou seja, vamos sempre ajudar a aqueles que falam de suas necessidades, e deixar de ajudar a aqueles que sofrem calados. Creio mesmo que há pessoas caladas que estão com muito mais necessidades do que aquelas pessoas que sempre falam delas, que sempre pedem.
 
Que Deus nos dê discernimento.
 
Que Deus nos ajude a fazer a coisa certa.
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Parabéns, Jônatas!

 
Hoje, eu fiquei emocionado!
 
Quando terminei a leitura da Bíblia no Coreto da Praça da Rodoviária, em Tapiraí, SP, vi que um jovem estava sentado num dos bancos da praça, com um notebook no colo, fone no ouvido, muito atento.
 
Aproximei-me dele  e travamos um diálogo, através do qual fiquei sabendo que o nome dele é Jônatas, que mora no sítio, que ganhou bolsa do PROUNI e que está cursando Engenharia Mecânica em Sorocaba, SP.
 
Fiquei emocionado!
 
Não pedi permissão para ele para escrever o que estou escrevendo, mas tenho que escrever, tenho que contar, é motivo para darmos graças a Deus.
 
Fiquei pensando, nós os evangélicos estamos tão preocupados com casamento gay e coisas semelhantes, que deixamos de ver tanta coisa boa que está acontecendo neste país, deixamos de ver a fantástica redistribuição de rendas que está acontecendo, deixamos de ver as oportunidades que nossos jovens estão tendo, deixamos de ver os milhares de Jônatas que estão espalhados por esse país afora usufruindo das bênçãos dessa bendita redistribuição de rendas.
 
Que o Estado prossiga com essa bendita redistribuição de rendas e que as Igrejas prossigam lendo a Bíblia na Rua!
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Oração e submissão às autoridades.

 
Entendo que o respeito e cuidado que devemos ter no trato com as autoridades religiosas, pastores, padres, etc, é o mesmo que devemos ter em relação às autoridades civis e militares, ou seja, autoridades em geral.
Entendo que cada um está onde está por vocação ou permissão de Deus e por um processo humano que envolve decisão de quem tem o poder de decidir.
Todas merecem nosso respeito e nossa lealdade.
Podemos dizer com lealdade e respeito aquilo que achamos que não está correto no agir das autoridades.
Podemos lutar para tirar do poder aquela autoridade que não está agindo dentro das normas, mas que a nossa luta seja sempre na forma da lei, sempre com honestade, com clareza, com transparência, nunca usando mentiras, calúnias, difamação ou coisa parecida. Nunca injuriar as autoridades.
A Bíblia nos ensina que devemos oração, respeito e submissão às autoridades.
Oração e ação. Oração fervorosa, e ação honesta. Orar e agir com honestidade.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sábado, 13 de julho de 2013

Terceirização progressiva do trabalho das igrejas.

Quando começou a terceirização das responsabilidades das igrejas batistas brasileiras?
 
Todos sabemos que as igrejas primitivas doutrinavam seus membros em todas as áreas da vida cristã, preparavam e elegiam seus pastores dentre seus próprios membros, e realizavam a evangelização de casa em casa e nas ruas todos os dias.
 
As igrejas batistas procediam assim também antigamente.
 
Mas chegou um momento em que as igrejas reunidas decidiram que seria melhor terceirizar a preparação de pastores, e criaram uma instituição para isso e passaram a responsabilidade para ela. 
 
Em seguida, chegaram à conclusão de que deviam terceirizar também a evangelização de povos distantes, e criaram uma instituição para isso e passaram a responsabilidade para ela.
 
Mais tarde, alguns líderes acharam que as igrejas locais não estavam dando conta de cuidar bem dos casais da igreja, e que seria melhor criar instituições para cuidar só de casais, e sugeriram que as igrejas terceirizassem também esse serviço, e assim contribuiriam também para movimentar os negócios de transporte, turismo e hotelaria.
 
Não demorou muito, e alguns perceberam que as igrejas não estavam ensinando seus membros a evangelizar, e criaram  instituições para ensinar os crentes a evangelizar, e sugeriram que as igrejas terceirizassem também esse serviço, e assim criaram emprego para muitos professores de evangelismo, mesmo que seus alunos não pratiquem depois o que aprenderam com eles.
 
E por fim, aquela instituição que tinha sido criada para evangelizar os povos distantes, e que tinha criado um projeto chamado Trans para evangelizar os povos que viviam às margens da Rodovia Transamazônica, resolveu criar Trans por todos os lados, e pressionar as igrejas locais para que terceirizem também a evangelização dos seus vizinhos, dos moradores da rua da igreja, dos vizinhos dos crentes, para que sejam evangelizados por pessoas de outros lugares porque as igrejas locais mesmo tendo terceirizado a preparação de seus pastores, a preparação dos seus membros e a preparação dos seus casais, não estão dando conta de evangelizar a sua rua e o seu bairro, assim, é preciso que venham pessoas de outros lugares, pessoas que também, via de regra, não estão evangelizando os seus vizinhos, e que viajam para longe para evangelizar os vizinhos dos outros.
 
E com tudo isso, o que se ouve falar mesmo é de planos e mais planos, metas e mais metas, alvos e mais alvos, e que venham mais terceirizações!
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Terceirização do Processo de Ordenação Pastoral.

Este assunto vem ocupando meus pensamentos faz muito tempo. Tenho que escrever para liberar minha mente. Estou falando sobre a terceirização do processo de ordenação pastoral, e não a terceirização do ato em si mesmo, e estou usando o termo ordenação, e não consagração,  porque é o mais agradável à alma católica dos evangélicos brasileiros. O termo consagração tem uma conotação subjetiva. O candidato pode ser objetivamente ordenado e não ser subjetivamente consagrado.
Os batistas adotam o princípio da autonomia da igreja local e a forma congregacional de governo, ou seja, governo da congregação.
É a igreja local que, através  da assembleia geral de seus membros, ordena seus pastores ou convida pastores já ordenados.
Originalmente, quando uma igreja queria ordenar alguém para o ministério pastoral, ela decidia em assembleia convocar um concílio de pastores para examinar o candidato, e em seguida, escrevia ou telefonava para os pastores para virem a seu templo em tal dia e horário para formar o concílio e examinar o candidato. No dia marcado, com a presença dos pastores convidados, o dirigente da igreja assumia a liderança, dava abertura na reunião, promovia a eleição da diretoria do concílio, e em seguida passava a direção para o presidente, que, via de regra, era o próprio pastor da igreja, fosse ele titular ou um interino convidado especialmente pela igreja para conduzir o processo. Quer dizer, a igreja local conduzia todo o processo.
Atualmente, muitas igrejas estão terceirizando parte do processo, estão abrindo mão do privilégio de elas mesmas convidarem os pastores das igrejas co-irmãs para virem a seu templo e formarem o concílio examinatório. Muitas igrejas estão passando esse privilégio ou para a Associação de Igrejas da Região ou para a Subseção da Ordem dos Pastores.
Vejo um perigo nisso. Esse comportamento pode se tornar uma jurisprudência, e alguém poderá entender que quem não terceirizar essa parte do processo de ordenação pastoral não está fazendo a coisa certa. Assim, quem continuar fazendo como se fazia origialmente será considerado errado, e quem está terceirizando pasará a ser o certo.

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

terça-feira, 9 de julho de 2013

A Presidente Dilma e a Reforma Política.

Na minha opinião, a presidente Dilma está de fato querendo fazer a reforma política e outras reformas. Ela está apelando para o plebiscito porque sabe que os deputados e senadores não estão interessados em mudanças no processo eleitoral, nem para 2014, nem para ano nenhum. Quando a vejo falando sobre as reformas, lembro-me do presidente João Goulart em março de 1964. É a mesma emoção, é a mesma paixão. Ele também queria fazer as reformas, especialmente a agrária, mas sabia que os deputados e senadores não agiriam nessa direção senão sob pressão popular, pressão das ruas. Ele tentou pressionar, tentou levar o povo para a rua, mas foi derrubado do poder pelos militares com o apoio daqueles que tinham medo das reformas.
Há dois pontos na reforma política que assustam boa parte dos atuais deputados. O primeiro é o voto distrital. Se for implantado, muitos dos atuais deputados não se reelegerão porque foram eleitos com votos espalhados em diversas regiões dos seus estados, não possuindo uma base territorial para concorrerem por um distrito, entre eles estão os evangélicos e assemelhados. Todos eles preferem o sistema proporcional e não o distrital. O segundo ponto que assusta muitos deputados e quase toda a classe política é o financiamento público de campanha. O financiamento público de campanha seria benéfico para os novos, para os menos favorecidos financeiramente. Mas os atuais detentores de cargos eletivos já têm os seus financiadores, com os quais têm os seus compromissos, querem continuar assim. É aqui que entra o maior engodo. Os poderosos com a ajuda da mídia passam para o povo, para a opinião pública,  a ideia de que o financiamento público de campanha é um mal. Usam o povo incauto para defender os seus interesses. O financiamento particular de campanha é a maior fonte de corrupção, é o maior mal do nosso sistema eleitoral, mas os que lucram com ele convencem o povo de que é o contrário. Então o povo passa a defender o interesse dos poderosos pensando que está defendendo o seu próprio interesse. Este é um perigo que corre também o plebiscito, mas mesmo sabendo disso, creio na sinceridade da presidente Dilma ao querer convocar o plebiscito para fazer a reforma política.
A alegação de muitos deputados e senadores é de que não há templo hábil para fazer o plebiscito e aplicar suas decisões nas eleições de 2014. Se é assim, e se eles querem de fato as reformas, por que não as fazem, sem o plebiscito? Eles sim, têm condições de fazerem as reformas políticas em tempo hábil para que sejam aplicadas nas eleições de 2014.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Corrupto com ficha limpa, ou com ficha suja?


A visão que tenho de mim mesmo e de toda a raça humana é que todos somos corruptos.
E entendo que é  isto que está escrito na Bíblia: Todos pecaram, não há um justo sequer.
A diferença é que há corruptos com ficha limpa e corruptos com ficha suja.
Há corruptos que por sua força de vontade e com a graça de Deus conseguem dominar sua corrupção.
E há corruptos também que embora não conseguindo dominar sua corrupção, conseguem manter sua ficha limpa com artifícios diversos.
Todos nós toleramos pequenas corrupções quando são praticadas por nós ou em nosso favor.
Estou me lembrando de duas cenas que presenciei.
A primeira foi quando, em determinada localidade do Brasil, ouvi um vereador dizer para algumas pessoas que conseguia marcar consultas e cirurgias no SUS para muita gente porque era amigo do diretor regional e que telefonava diretamente para ele, e que de vez em quando levava um presentinho para os funcionários. Tudo tem um preço, disse ele. Não é de graça.
Certamente, as pessoas que eram beneficiadas pelo eficiente trabalho daquele dinâmico vereador estavam gostando muito, e nunca iriam dizer que ele estava praticando uma forma de corrupção.
A segunda, presenciei, quando estava no saguão de um hospital, e vi e ouvi um cidadão conversando com os parentes de uma senhora que estava sendo internada, e dizia o seguinte: Fiquem tranquilos, eu sou muito amigo do diretor, e já telefonei para ele, e ele me disse que vai pedir aos médicos para cuidar muito bem dela.
Certamente, os familiares daquela senhora ficaram muito alegres, e agradecidos a aquele prestativo cidadão.
Mas eu fiquei pensando, e perguntando a mim mesmo, e como será o tratamento de quem não tem um amigo que é amigo diretor?
Não quero acusar ninguém, escrevi os fatos acima para demonstrar que somos todos corruptos, e que fazemos vistas grossas quando a corrupção é praticada por nós ou em nosso favor.
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Relógio de Ponto de Tapiraí, SP.

Não sei o motivo pelo qual o Relógio de Ponto de alguns funcionários da Prefeitura de Tapiraí, SP, fica no extremo leste da cidade.
Não me parece razoável, mas a administração municipal deve ter alguma razão para isso.
Qual será a razão para tal procedimento?
Mas fica difícil de entender, por exemplo, o fato de um funcionário morar no extremo oeste da cidade, trabalhar no centro e ir bater o ponto no extremo leste.
De manhã, ele sai da casa dele no extremo oeste da cidade, passa pelo centro,  vai assinar o ponto no extremo leste e volta para trabalhar no centro.
De tarde, depois do expediente, ele faz o caminho inverso, sai do centro da cidade, vai assinar o ponto no extremo leste e volta para sua casa no extremo oeste, passando pelo centro novamente. 
Será que tem de ser assim, ou poderia ser diferente?
Respeitosamente.

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

É bom para quem?

 
Ontem, 09/06/2013, domingo, às 20:30 horas, depois do culto na Igreja Batista de Tapiraí, dei uma volta de carro em torno da Praça da Rodoviária.
Vi alguns artistas no coreto cantando para umas poucas pessoas que estavam na praça, enquanto a maioria do povo da cidade, com certeza, estava reunida nas igrejas cultuando a Deus.
Por isso, resolvi fazer a pergunta que está no título desta mensagem:
É bom para quem?
É bom para quem, promover atividades artísticas e culturais na praça da cidade usando serviço de som alto no mesmo horário em que que as igrejas estão realizando os seus cultos, sabendo de antemão que o som da praça chega a todos os templos da cidade?
É bom para quem, ouvir ao mesmo tempo o som dos hinos cantados nas igrejas e o som das músicas da praça?
É bom para as igrejas?
É bom para os artistas?
É bom para a administração municipal?
É bom para quem?
Se é bom para todos, prossigamos assim.
Se não é bom para todos, por que não fazer diferente?
Abraços a todos!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Será verdade?

No meu modo de entender, o fato de termos hoje a Bíblia escrita e traduzida para diversos idiomas tem levado alguns a limitarem a ação de Deus através de outros meios.
 
Foi pensando nisso que resolvi escrever algumas pergunas:
 
Será verdade que Deus não fala mais através dos anjos porque a revelação está completa na Bíblia?
Será verdade que Deus não fala mais através de profetas atuais porque a revelação está completa na Bíblia?
Será verdade que Deus não fala mais através dos sonhos porque a revelação está completa na Bíblia?
Será verdade que Deus não concede mais os dons de curar porque agora a ciência está muito avançada?
Será verdade que o "pregar, ensinar e curar" de Jesus é a mesma coisa que evangelizar, abrir escolas e hospitais?
Será verdade que Deus mudou os seus métodos de agir porque a revelação está completa na Bíblia?
 
Abraços a todos.
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

domingo, 26 de maio de 2013

Bíblia, oração e humanidade.

Eu poderia dar a esta mensagem o título de "dois pastores que marcaram minha vida", mas resolvi dar o título acima.
No ano de 1963, com 20 anos de idade, comecei a frequentar a Igreja Batista em Perdizes, São Paulo, SP, onde me tornei membro através do batismo em 24 de novembro daquele ano.
Meus primeiros pastores foram Enéas Tognini e Alberto Blanco de Oliveira, o primeiro ainda está vivo em São Paulo com 99 anos de idade, o segundo já faleceu.
Os dois marcaram muito minha vida. Com o pastor Enéas Tognini, aprendi valorizar a Bíblia e a oração. Com o pastor Blanco, aprendi a assumir minha humanidade e a aceitar a humanidade dos outros.
Ainda estou longe da perfeição, mas com todas as minhas fraquezas e limitações, tenho me esforçado na leitura da Bíblia e na oração, e em assumir minha humanidade e aceitar a dos outros, ou seja, não ser hipócrita, não ser fariseu.
Certa ocasião falei com o pastor Enéas sobre uma experiência espiritual que tive. A resposta dele foi, "continue orando, continue buscando".
No ano de 1966, ano em que me casei, eu estava cursando o 2º Ano de Contabilidade na Escola Técnica de Comércio Dom Pedro II, uma escola que não existe mais. Fiquei reprovado em Inglês. Fiquei muito envergonhado. Não sabia como contar aquele fato para o pastor Blanco, porque ele sempre incentiva os jovens da Igreja a  apresentar o melhor de si no trabalho e nos estudos. Mas um dia, mui timidamente falei com ele na porta da Igreja, no final do culto, numa manhã de domingo:
- Pastor Blanco, fiquei reprovado em Inglês, repeti de ano!
Sabe qual foi a resposta dele?
- Você queria se casar e ainda passar de ano, tudo num ano só? Não acha que é muita coisa?
Aleluia! Que palavra confortadora! Tirou um peso das minhas costas.
Ó Deus, ajuda-me a valorizar a Bíblia e a oração como o pastor Enéas valoriza, e a mostrar minha humanidade e aceitar a dos outros com o pastor Blanco mostrava a dele e aceitava a dos outros!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sábado, 18 de maio de 2013

O Anjo da Guarda.

O saudoso pastor Alberto Blanco de Oliveira, quando estava à frente da Igreja Batista em Perdizes, São Paulo, SP, na década de 1960, fez referência ao anjo da guarda em um de seus sermões num domingo pela manhã.
Uma senhora se levantou no auditório e disse que era crente batista há muitos anos e que inclusive tinha cursado teologia e que nunca tinha ouvido falar nesse tal de anjo da guarda, que isso era coisa da Igreja Católica.
O pastor Blanco, calmamente, lá do púlpito, respondeu:
- Se a irmã quiser dispensar o seu, dispense. O meu, eu não dispenso.
Fiquei pensando, será que há outras coisas boas na Bíblia que muitos crentes batistas antigos, que cursaram teologia, nunca ouviram falar?
Abraços a todos!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

Manifestações do Espírito Santo e Dons Espirituais.

 
Hoje, 18/05/2013, logo cedo, antes de ler qualquer coisa nos grupos de debates, surgiram na minha mente, quando pensava sobre manifestações do Espírito Santo e dons espirituais, os nomes de três escritores batistas da Convenção Batista Brasileira.
Sei que há muitos outros que talvez estejam afinados com eles nos temas mencionados acima, mas eu me refiro a eles porque tenho lido algumas coisas que eles escreveram sobre o assunto.
Ainda sem ler qualquer mensagem nos grupos de debates, desde as 22:00 horas de ontem, passo a escrever.
Os três escritores batistas que estão na minha mente  são: Israel Belo de Azevedo, Isaías Andrade Lins Filho e Zaqueu Moreira de Oliveira.
Pode ser que eu não seja digno de caminhar junto com esses queridos irmãos, mas como Rute colhia as espigas que caíam dos balaios dos empregados de Boaz, eu quero catar as espigas que caem dos balaios deles.
Eles falam com calma, com tranquilidade, com segurança, sobre os referidos assuntos.
Permitam-me, queridos irmãos, segui-los, mesmo que seja de longe!
Fraterno abraço!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.