quinta-feira, 22 de maio de 2014

Para os amigos e irmãos em Cristo.


Meus queridos amigos e irmãos em Cristo:
 
Sou natural do Estado da Bahia.
Passei parte da minha infância e adolescência no Estado do Espírito Santo.
Vim para São Paulo com 16 anos de idade.
Desde então, tenho dado minha modesta contribuição para a educação e a evangelização em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
No momento, estou participando do Projeto Vitória no Estado de São Paulo como pré-candidato a Deputado Estadual pelo Partido Trabalhista do Brasil - PT do B.
Já participei de diversos projetos dessa natureza em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O cidadão de qualquer região do Estado de São Paulo poderá apoiar esse projeto.
Mas independentemente do lugar onde a pessoa esteja, poderá promover e divulgar o referido projeto, através dos meios de comunicação, entre seus parentes e amigos residentes no Estado de São Paulo.
Os quatro partidos que compõem o Projeto Vitória (PSL, PTdoB, PTC e PTN) apoiarão a reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin.
Agradeço muito a você que investiu parte do seu tempo para ler esta mensagem!
Avante, São Paulo!
Avante, Brasil!
Adriano Pereira de Oliveira, São Paulo, Brasil.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Vitória do Brasil.

A vitória do Brasil nesta Copa do Mundo de 2014 não será conseguir ganhar o jogo no campo, mas conseguir ganhar o jogo fora do campo, fora dos estádios.
A vitória será ganhar o jogo nas ruas, conseguir controlar os baderneiros mal intencionados.


Está muito claro que esse movimento nas ruas contra a realização da Copa do Mundo no Brasil não é um movimento bem intencionado. Se fosse bem intencionado teria começado há muitos anos atrás quando as primeiras providências foram tomadas para trazer a Copa para o Brasil.

Fazer passeatas agora contra os gastos realizados para hospedar a Copa, alegando que esse dinheiro deveria ter sido gasto para melhorar a educação e a saúde, depois que o dinheiro já foi gasto não tem sentido, é pura politicagem, é          querer tirar proveito em ano eleitoral, é querer tirar a paz num momento em que o Brasil precisa de paz e tranquilidade.

Torço para que o Brasil seja vitorioso na civilidade, na educação, no respeito, no carinho para com os estrangeiros que estarão aqui durante a Copa do Mundo.

Torço e oro para que não aconteça nada que possa tirar o brilho dessa grande festa.

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.


sábado, 19 de abril de 2014

Minha Vida Política.

O grande filósofo Aristóteles disse que o homem, o ser humano, é um animal político.

O interesse pela política despertou muito cedo em minha vida.

Foi confirmado quando passei pelo teste vocacional do Professor José Novais Paternostro para ingressar na Faculdade Teológica Batista de São Paulo em 1969.

O Professor Paternostro afirmou que a minha primeira vocação era religiosa e que a segunda era política.

Fui ordenado ao pastorado em 1972.

Desde então, estou no pastorado e, ao mesmo tempo, participando da vida política.

Em 1976, fui candidato a vereador pela ARENA em Ponta Porã, MS, tive 149 votos.

Em 1978, tentei ser candidato a deputado estadual pela ARENA no MS, mas não consegui.

Em 1982, fui candidato a deputado estadual pelo PMDB no MS, tive 1.322 votos.

Em 1986, fui candidato a deputado estadual pelo PDT no MS, tive 822 votos.

Em 1992, fui candidato a vereador pelo PDT em Dourados, MS, tive 352 votos.

Em 1996, tentei ser candidato a vereador pelo PDT em São Paulo, SP, mas não consegui.

Em 1998, fui candidato a deputado federal pelo PGT em São Paulo, tive 1.767 votos.

Em 2000, fui candidato a vereador pelo PGT em São Paulo, Capital, deixei a campanha três meses antes das eleições para assumir o pastorado em Flórida Paulista, mas mesmo assim ainda consegui 238 votos.

Em 2004, fui candidato a vereador pelo PSDB em Flórida Paulista, tive 30 votos.

Em 2006, tentei ser candidato a deputado federal pelo PSDB de São Paulo, mas o partido não me deu legenda.

Em 2012, novato em Tapiraí, SP, fui candidato a vereador pelo PSDB, tive 27 votos.

Tenho sido criticado por alguns que acham que pastor não deve se envolver em política, mas ainda não perdi o entusiasmo. "Quem desiste, não faz história."

Completei 70 anos de idade no dia 25 de abril de 2013, e estou me preparando para ser candidato a deputado estadual em 2014, no Estado de São Paulo, Brasil, se Deus permitir, pelo partido 70, que é o Partido Trabalhista do Brasil – PT do B.

Em política, sou admirador de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, três gaúchos com cheiro de povo, com alma de povo, alma brasileira, a cara do Brasil.

Em futebol, sou flamenguista.

Em religião e envolvimento social, sou admirador de Martin Luther King Jr.



JESUS CRISTO É MEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR E SENHOR!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Finanças na Família e na Igreja

Fiquei com vontade de dar o meu testemunho sobre finanças.
Sempre trabalhei com base em orçamento, entradas e saídas, previsão orçamentária, tanto na vida pessoal como na vida das instituições dirigidas por mim.
Não sou adepto dessa filosofia de assumir compromissos financeiros sem saber de onde vem o dinheiro para pagar.
Seria muito desgastante para minha vida emocional se tivesse que pagar uma conta e não soubesse de onde viria o dinheiro.
Sei que tivemos e temos alguns líderes, chamados "homens de fé", que agiram e agem assim.
Mas eu não gostaria de estar na pele deles.
Não sou adepto também desse negócio de vender qualquer coisa na igreja com a finalidade de levantar fundos.
Se alguém tem dinheiro para comprar uma feijoada, um churrasco, seja lá o que for, ele pode muito bem dar esse dinheiro para a causa sem precisar de nada em troca.
Creio que o método bíblico para levantar fundos é através dos dízimos e ofertas. Uma coisa suave!
Nas igrejas que tenho pastoreado nos últimos tempos, tenho feito assim:
Os meses de fevereiro e março são dedicados a missões mundiais. Todas as ofertas que são jogadas soltas no cofre, ou gazofilácio, vão para missões mundiais. Os dízimos que estão nos envelopes ficam para a igreja local.
Os meses de maio e junho são dedicados a missões estaduais, e repetimos o mesmo processo descrito acima.
Os meses de agosto e setembro são dedicados a missões nacionais, e adotamos o mesmo sistema.
Os membros da igreja são informados disso, e falamos sobre missões em todos os cultos, e damos oportunidade para a entrega de dízimos e ofertas. Dízimos para a igreja local e ofertas para missões.
Nas minhas campanhas políticas também não gasto o que não tenho. Elas são modestas, de acordo com minhas possibilidades. Não espero que os amigos invistam financeiramente nelas. Espero que eles invistam suas vidas, seu trabalho, sua influência. Espero que eles divulguem o meu número através da internet e por todos os meios possíveis. Espero que eles vistam a camisa!
Abraços a todos.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sábado, 29 de março de 2014

Genealogia dos meninos de Casimiro e alguns comentários.

A pedido do irmão Abel  Pereira de Oliveira, escrevi novamente a genealogia dos filhos de Casimiro José de Oliveira, e alguns comentários, atualizados com as novas pesquisas realizadas na Bahia em janeiro de 2014.
Todos os filhos de Casimiro José de Oliveira e Vitória Maria da Encarnação (Abel, Adriano, Alcides e Everaldo) são netos maternos de Felipa Maria da Encarnação e Antonio Inácio Pereira (filho único por parte de mãe), são netos paternos de Jovenalina Ferreira Campos e Brígido José de Oliveira; são bisnetos maternos de Leonardo José da Luz e Josepha Maria da Encarnação, e de Vitório Inácio Pereira e sua primeira esposa (uma filha de Maria Joaquina de nome ainda não identificado), são bisnetos paternos de Vitório Inácio Pereira e sua segunda esposa Escolástica Ferreira Campos (irmã do finado Massá, aquele que castrou um filho), Silvéria Maria da Encarnação e José Manoel de Oliveira; são trisnetos maternos de Maria Joaquina e alguém da família Coelho, trisnetos paternos de Manoel José de Oliveira e sua esposa de nome desconhecido, e trisnetos paternos de Leonardo José da Luz e Josepha Maria da Encarnação.
Todos os filhos de Casimiro José de Oliveira e Francisca Maria de Oliveira (Valdete, Tereza, Hélio e Maria Tereza) são netos maternos de Benedita Soares de Oliveira e Marciano José de Oliveira, são netos paternos de Jovenalina Ferreira Campos e Brígido José de Oliveira; são bisnetos maternos de Joaquim Soares e sua esposa, são bisnetos maternos e paternos de Silvéria Maria da Encarnação e  José Manoel de Oliveira, são bisnetos só paternos de Vitório Inácio Pereira e sua segunda esposa  Escolástica Ferreira Campos  (irmã do finado Massá, aquele que castrou um filho); são trisnetos maternos e paternos de Leonardo José da Luz e Josepha Maria da Encarnação, e de Manoel José de Oliveira e sua esposa de nome desconhecido.
Maria Joaquina é aquela menina que foi raptada em sua casa juntamente com a imagem de Santo Antonio, por um desconhecido, enquanto seu pai e sua mãe estavam na roça. Ela foi resgatada por alguém da família Coelho, em cuja casa permaneceu, e manteve um relacionamento continuado com um dos filhos da casa, de onde nasceram algumas crianças, uma das quais foi a primeira esposa de nosso bisavô Vitório Inácio Pereira e mãe de nosso avô Antonio Inácio Pereira; outra, de nome Gina, foi a mãe de tia Francisca, esposa do finado tio Dedé, a qual é mãe de tia Maria, segunda esposa de tio Martinho José de Oliveira. Sendo assim, todos os filhos de tio Martinho e tia Maria são também trisnetos de Maria Joaquina e de alguém da família Coelho, assim como Abel, Adriano, Alcides e Everaldo, e todos os outros netos de Antonio Inácio Pereira.
O finado Massá, irmão de nossa bisavó Escolástica, é uma pessoa sobre a qual muitas histórias são contadas pelos nossos parentes mais idosos. Uma delas é que ele ao chegar em casa encontrou um filho acariciando a irmã, ele não gostou, e castrou o menino para ele aprender a nunca mais ficar com intimidade com as irmãs. Conta-se que ele era caçador de mocó e andava sempre com um cravinote nas costas. Preparava o mocó numa panela só junto com outros alimentos, e ai de quem não comesse. Há outras histórias chocantes sobre ele. Não tenho certeza, mas creio que o nome dele era Manoel Ferreira Campos, irmão de Escolástica Ferreira Campos. Alguns dizem que eles eram índios, outros dizem que não eram.  Fui informado de que há um toca numa serra entre Boa Nova e Manoel Vitorino, Bahia, que é chamada de "Toca do Finado Massá".
Abraços a todos!
Adriano José da Luz Inácio Pereira Ferreira Campos José de Oliveira.
 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Histórico do agendamento de uma consulta médica.


No dia 08 de abril de 2013, estive no AME em Itapetininga, SP, para uma consulta com um médico especialista. Ele disse que eu estava bem, mas que precisava de um acompanhamento de 6 em 6 meses. Deu-me uma folha com as indicações dos exames necessários para o retorno para eu entregar no Posto de Saúde de minha cidade, Tapiraí, SP.


Chegando a Tapiraí fui direto ao Posto de Saúde. Recebi a orientação de que era para eu ficar com a folha e que a entregasse quando estivesse aproximando os 6 meses, ou seja, 08 de outubro de 2013.


No mês de agosto de 2013, retornei ao Posto de Saúde, pedi para agendar os exames e a consulta de retorno ao AME. Fui informado de que primeiro eu precisava fazer os exames para depois agendar o dia da consulta para não correr o risco de a consulta ser marcada para um dia antes de sair o resultado dos exames.


Os exames foram agendados para o dia 02 de setembro de 2013. Com o resultado dos exames em mãos, voltei ao setor de agendamento e pedi para agendar a minha consulta de retorno ao médico em Itapetininga, conforme ele havia pedido por escrito. Recebi a informação de que agora que eu tinha o resultado dos exames, eu precisava agendar uma consulta com o médico do Posto de Saúde para ele pedir que a minha consulta fosse agendada com o especialista de Itapetininga.


Agendei uma consulta com o médico do Posto de Saúde de Tapiraí para o dia 24 de setembro de 2013. Compareci à consulta marcada, ele me forneceu um papel autorizando que fosse agendada uma consulta para mim com o especialista em Itapetininga. Entreguei o papel no setor encarregado de agendar consultas com especialistas e voltei para minha casa.


Depois de alguns dias, voltei ao Posto de Saúde e perguntei se a minha consulta de retorno ao especialista havia sido marcada. Recebi a informação de que ainda não havia sido marcada, e que quando fosse marcada, eu seria avisado por telefone.


Como até o dia 06 de janeiro de 2014, eu não tinha recebido nenhum telefonema, levei o assunto ao conhecimento do Senhor Prefeito Municipal de Tapiraí, através de e-mail.


No dia 07 de janeiro de 2014, recebi um telefonema de uma funcionária do Posto de Saúde avisando-me de que havia uma consulta agendada para mim, e que eu fosse lá para buscar a guia.


Fui lá e busquei a guia, na qual verifiquei que no dia 11 de dezembro de 2013, um funcionário entrou no sistema e agendou a minha consulta para o dia 20 de janeiro de 2014. Como eu não estarei em Tapiraí naquele dia, telefonei hoje, 08 de janeiro de 2014, para o número 0xx15-3272-6509, que consta na guia, em Itapetininga, e falei com uma funcionária, a qual me disse que não era possível alterar a data. A única coisa que ela podia fazer era cancelar a consulta. E assim foi feito. Se eu quiser retornar ao especialista do SUS em Itapetininga depois das minhas férias, terei que começar tudo de novo no Posto de Saúde em Tapiraí, SP.


Obrigado, Senhor Prefeito!


Louvado seja Deus que me tem conservado vivo até aqui!
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A presença de Deus no sorriso de uma criança.

Hoje, sexta-feira, 03 de janeiro de 2014, às 8:00 horas da manhã, aconteceu um fato interessante enquanto eu, sozinho, lia o capítulo quatro do Evangelho de Marcos no Coreto da Praça da Rodoviária em Tapiraí, SP.
Uma menininha de cerca de sete anos de idade deixou sua mãe na Rodoviária, caminhou pela praça, subiu no Coreto, deu um sorriso para mim, depois chegou bem juntinho de mim, encostou o dedinho na sacola onde eu carrego a Bíblia e o megafone, que estava pendurada no meu ombro, e em seguida voltou para junto de sua mãe.
Recebi a visita daquela criaturinha como se fosse a visita de um anjo de Deus me confortando e trazendo um recado para mim, dizendo: "Meu servo, você não está só, Eu estou aqui, continue firme!".
Gostaria muito que os discípulos de Cristo em Tapiraí e Piedade, onde leio a Bíblia todos os dias,  tivessem a mesma disposição e coragem que teve aquela criancinha.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Contribuição para o resgate de uma bela história.



Sei que há pessoas que devem saber muito mais do que eu sobre a história da Educação Teológica em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quando cheguei lá em 1973, havia dois grandes líderes entre os batistas, Jonathan de Oliveira e Williams Balaniuc, pessoas que amo e respeito.

Mas quero escrever resumidamente, sem anotações, o que guardo em minha mente sobre o assunto.

A primeira notícia que li sobre a Educação Teológica no Mato Grosso se encontra num Livro de Atas da Primeira Igreja Batista de Ponta Porã, MS, onde está escrito que na década de 1940 funcionou nas dependências daquela Igreja um curso teológico ligado ao Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e coordenado pelo Missionário John Riffey.

O curso era oferecido de maneira intensiva, em regime de internato, o qual era dirigido pelo pastor Valdir Vilarinho e sua esposa Candinha.

Entre os alunos daquele curso estava o índio Adriano Ferreira que foi pastor por muito tempo na região de Corumbá.

Infelizmente, um dos Livros de Atas daquela Igreja daquela década estava desaparecido quando lá estive como pastor entre 1973 e 1987. Não sei se já foi encontrado.

A segunda notícia que tenho sobre a Educação Teológica no Mato Grosso é sobre o Instituto Teológico Batista do Oeste que funcionou em Campo Grande nas décadas de 1950 e 1960 onde se destacou como diretor o baiano Gutenberg Rodrigues Silva.

Em seguida, começou a funcionar um Instituto de Férias nas dependências do Colégio Osvaldo Cruz em Dourados, o qual foi o ponto de partida para a criação do Instituto Teológico Batista Ana Wollerman no ano de 1974.

Quero aqui lembrar que o homem forte que esteve ao lado da Missionária Ana Wollerman naquele momento inicial da história e que foi o responsável pela administração da instituição e construção de quase todos os edifícios tanto do Instituto como do Seminário Ana Wollerman foi o pastor Williams Balaniuc, que foi auxiliado e depois sucedido pelo professor Ivan Araújo Brandão, que deu continuidade ao período de expansão patrimonial. Somente a Capela e a Biblioteca não foram construídas por eles, as quais foram construídas na gestão do escritor destas linhas.

Em 11 de outubro de 1977 foi criado o estado do Mato Grosso do Sul, tendo Campo Grande como capital, mas a Convenção Batista do Mato Grosso, que já tinha sua sede em Campo Grande, continuou uma só para os dois estados até 1979 quando em uma assembleia em Cáceres foi criada a Convenção Batista Centro América, com sede em Cuiabá, para congregar as igrejas batistas do Mato Grosso, ficando o novo estado com velha Convenção.

Foi naquela assembleia em Cáceres que foi criada a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com sede em Campo Grande, cujo nome foi escolhido através de pesquisa para resgatar a história do antigo Instituto Teológico Batista do Oeste.

O relator do Grupo de Trabalho que criou a FTBOB foi o autor destas linhas que tinha em mente uma instituição semelhante à Faculdade Teológica Batista de São Paulo, de onde procedia, com uma estrutura leve, de baixo custo, com curso noturno, diferentemente do pensamento de muitos que procediam do Seminário Teológico Batista Sul Brasil que tinha uma estrutura pesada com sistema de internato.

O diretor do Grupo de Trabalho foi eleito naquela assembleia em Cáceres para ser o primeiro diretor da FTBOB, o qual fez todos os preparativos para o início das aulas.

Entre os projetos apresentados pelo diretor ao Conselho Administrativo estava o Projeto Sunamita que consistia em sugerir aos crentes batistas residentes em Campo Grande que construíssem em suas casas um quartinho para o homem de Deus, o seminarista, no qual deveria ter uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro (uma lâmpada), plano esse que não teve a devida consideração do Conselho Administrativo.

Finalmente, a disputa entre o sul e o centro, entre Dourados e Campo Grande, levou o diretor a renunciar, mas não fez com que ele perdesse o amor pela educação teológica no Mato Grosso do Sul.

E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
2 Reis 4:9-10

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.


sábado, 21 de dezembro de 2013

Educação Teológica no Mato Grosso do Sul.

Nossa viagem a Dourados para participar do Culto em Memória da Missionária Ana Wollerman dia 13 de dezembro de 2013 foi muito proveitosa.
Tivemos oportunidade de rever grandes amigos e companheiros na obra de educação teológica no Mato Grosso do Sul.
Entre eles, o professor Ivan Araújo Brandão, atual presidente da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense, que, sem sombra de dúvida, exerceu um papel muito importante na educação teológica em terras sul-mato-grossenses.
Na década de 1970, recém chegado do Rio de Janeiro, onde tinha concluído os cursos de Pedagogia e Teologia, tendo inclusive trabalhado com o famoso educador batista José Luciano Lopes, de quem é grande admirador, o  professor Ivan se envolveu de corpo e alma na obra educacional batista. Foi professor e reitor no Seminário Ana Wollerman, em Dourados. Nesse mesmo tempo, assumiu a presidência da antiga Junta de Educação Teológica do Mato Grosso, antes da criação do estado do Mato Grosso do Sul, e tomou a iniciativa de nomear o grupo de trabalho que criou a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com séde em Campo Grande, cujo relator foi o escritor destas linhas.
Dito isto, creio que a providência divina colocou o professor Ivan Araújo Brandão na presidência da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense no presente momento para ajudar a encontrar novos caminhos para a educação teológica no Mato Grosso do Sul.
O que vi e senti em Dourados me deixou com muita esperança. O que parece um fracasso pode vir a ser a semente de um grande sucesso. A Faculdade Teológica Batista Ana Wollerman está pedindo o descredenciamento do MEC. Quer voltar à simplicidade e espiritualidade do passado. Quer de fato honrar à memória da Missionária Ana Wollerman que com muita relutância aceitou que o nome dela fosse colocado na instituição porque ela não tinha filhos, nem sobrinhos, nem parente algum para continuar carregando o nome Wollerman.
Os ex-alunos e alunos com quem tive contato estão com essa mesma esperança. Então, o momento é agora. É hora de unir as forças para que o Mato Grosso do Sul volte aos trilhos na obra de educação teológica.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Calespo.

 
O que é o Calespo?
Calespo é o grupo dos descendentes de Leonardo José da Luz e Josefa Maria da Encarnação e seus filhos Antonio José da Luz, João José da Luz, Alexandrina Maria da Encarnação, Silvéria Maria da Encarnação, Felipa Maria da Encarnação e Gina Maria da Encarnação.
Alexandrina Maria da Encarnação foi esposa de João Elias Sampaio.
Silvéria Maria da Encarnação foi esposa de José Manoel de Oliveira.
Felipa Maria da Encarnação foi esposa de Antonio Inácio Pereira, filho de Vitório Inácio Pereira e Escolástica Ferreira Campos (uma índia).
Gina Maria da Encarnação foi esposa de Marcos Pereira.
Todas essas pessoas viveram e morreram na região de Jequié, Manoel Vitorino e Boa Nova, Bahia, onde vivem ainda muitos dos seus descendentes, mas os outros, a maioria, está espalhada por diversos estados do Brasil, e alguns estão nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Calespo é a junção das letras iniciais de Campos, Luz, Elias, Sampaio, Pereira e Oliveira, que são descendentes de Leonardo José da Luz e Josefa Maria da Encarnação.
O grupo CALESPO foi criado por Adriano Pereira de Oliveiira, filho de Casimiro José de Oliveira e Vitória Maria da Encarnação, neto de Antonio Inácio Pereira e Felipa Maria da Encarnação, e de Brígido José de Oliveira e Jovenalina Ferreira Campos, bisneto de Vitório Inácio Pereira e Escolástica Ferreira Campos, e de José Manoel de Oliveira e Silvéria Maria da Encarnação, e trisneto de Leonardo José da Luz e Josefa Maria da Encarnação.

Memorial Ana Wollerman.

A Missionária Ana Wollerman, com um punhado de terra na mão, ora a Deus dedicando o terreno onde seriam construídos os diversos prédios do Seminário Teológico Batista Ana Wollerman em Dourados, MS.
O jovem de camisa listrada que está ao lado dela é o pastor Adriano Pereira de Oliveira.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Café com farinha.


Hoje, como sempre, depois da leitura da Bíblia na Rua, cheguei em casa e preparei o meu café na minha cafeteira elétrica.
Quando a locomotiva começou a fazer barulho, percebi que não havia pão. Pensei, não vou sair para comprar pão. Vou tomar café com farinha. Depois vi que era farofa. Farofa gostosa que Adriana comprou e colocou numa vasilha de plástico. Um gole de café e uma colherada de farofa, mais um gole de café e mais uma colherada de farofa, e assim foi, até que não quis mais. Que delícia! Que coisa gostosa! Quantas lembranças do meu tempo de criança!
Depois vieram outras lembranças. Lembranças dos meus tempos de crente novo há 50 anos quando ouvia os discursos dos executivos de missões falando da infelicidade do povo do sertão. Como eu ficava irritado quando ouvia aqueles discursos descrevendo o povo do sertão, o povo da roça, como sendo um povo infeliz porque não tinha o conforto da cidade. Diga-se de passagem que até hoje ainda me sinto desconfortável quando escuto alguém que não entende nada de roça, nada  de sertão, nada do sentimento do povo do sertão, querendo transferir sua infelicidade para o povo feliz do sertão. O motivo do discurso é correto, quer comover o povo da cidade a dar ofertas para sustentar a obra missionária no interior do país. Mas o que está errado é a imagem falsa que passa do povo sertão para conseguir o intento. Eu me sentia muito mal ouvindo aqueles discursos descrevendo o meu povo, a minha gente, como se fosse um povo infeliz. Eu me sentia humilhado e triste. Mas, verdade é que ao mesmo tempo ficava com vontade de ser missionário e voltar para o meu sertão.
O pensamento veio mais para perto, e lembrei-me de uma mensagem do Ruben Alves no Congresso Brasileiro de Teologia, no Seminário Metodista, em Rudge Ramos, São Paulo, há cerca de 30 anos, quando ele disse que não comemos a coisa, mas a ideia que temos da coisa. Pensei, o meu café com farinha é só meu, é o meu café com farinha que eu tomava quando era menino no interior da Bahia. Eu não estou tomando qualquer café com farinha, eu estou tomando o meu café com farinha, a minha ideia de café com farinha.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Recordando uma linda história!

Aproveito o dia do aniversário de Adriana, 29 de outubro, para recordar um pouco da nossa história, minha e dela.
Eu tomei conhecimento do nome dela num grupo de debates dirigido pelo irmão Vital Sousa no ano 2008.
Foi assim, o Pastor Wagner Antonio de Araújo postou uma mensagem no grupo sobre um curso que iria oferecer.
Uma pessoa de nome Adriana Oliveira escreveu pedindo informação sobre o referido curso.
A minha atenção foi despertada pelo nome e sobrenome dela. Pensei, eu sou Adriano Oliveira, agora me aparece uma pessoa de nome Adriana Oliveira! Vou ver quem é. Anotei o endereço de e-mail dela e a convidei para ser minha amiga virtual no Orkut. Ela aceitou. Conversa vai, conversa vem, descobri que era uma jovem solteira, crente batista, membro da Primeira Igreja Batista de Piedade, SP.
Eu estava divorciado há 16 anos e pastoreava Igreja Batista de Flórida Paulista, mais de 500 kms distante de Piedade. Mas a Providência Divina cooperou conosco, e no dia 25 de abril de 2009, dia do meu aniversário, nos casamos.
Ela era funcionária concursada do Município de Votorantim, SP, estava numa posição previlegiada, exercendo um cargo de confiança. Deixou tudo. Como havia a possibilidade de tirar uma licença não remunerada por três anos, ela não pediu o desligamento imediato, mas estava decidida a pedi-lo no final dos três anos.
Nosso plano era nos casarmos e irmos para Rondônia.
Eu tinha lido num livro de aconselhamento matrimonial que era melhor para o novo casal não ir para o ambiente conhecido de um dos cônjuges e desconhecido do outro, era melhor começar em um ambiente desconhecido de ambos ou conhecido de ambos, para ficarem em pé de igualdade nos relacionamentos. Gostei da idéia.
O pastor Joil Dias de Freitas, líder batista em Rondônia, tinha nos indicado algumas igrejas naquele estado para visitarmos com vistas ao pastorado.
Nosso plano era nos casarmos e viajarmos imediatamente para Rondônia para visitarmos as referidas Igrejas. Mas à medida em que foi se aproximando o dia do casamento, sentimos que não era ainda o tempo de irmos para Rondônia.
Agradecemos a gentileza do Pastor Joil, e ficamos em Flórida Paulista onde eu já estava há nove anos, um ambiente conhecido para mim e desconhecido para ela. Onde ela foi muito bem recebida.
Em julho de 2010, creio que também pela Providência Divina, deixamos o pastorado da Igreja Batista de Flórida Paulista. Ficamos na cidade até o dia 31 de outubro daquele ano.
Recebmos três convites. Um para ser pastor titular de uma Igreja Batista em uma cidade vizinha a Presidente Prudente. Outro para participar de um pastorado colegiado em Belo Horizonte. E o terceiro para tomar conta de uma Congregação da PIB de Piedade, de onde Adriana tinha saído.
Não foi fácil tomar a decisão. Chegou um momento em que eu disse ao Senhor, "Senhor, se Tu não me mostrares qual é a Tua vontade até amanhã, eu vou reunir os pastores da cidade aqui em minha casa, vamos orar, e eu vou fazer um sorteio, e iremos para o lugar que for sorteado".
Depois que falei assim com Deus, a coisa clareou. Lembrei-me de que eu tinha dito ao Pastor Carlos Dias, da PIB de Piedade, que eu tinha receio de pastorear uma Congregação porque eu sempre tinha sido pastor titular e tinha medo de não conseguir ser suficientemente submisso para seguir as orientações do pastor titular. Lembrei-me também da resposta dele:
"Pastor Adriano, Tapiraí é uma Congregação da PIB de Piedade, mas lá o irmão vai ser o pastor titular, nós não vamos dar palpite, só iremos lá se o irmão nos chamar. Outra coisa, sabemos que o irmão gosta de se envolver na vida social e política da cidade, fique à vontade. Sabemos também que o irmão tem o seu ministério na internet, tudo bem. Só queremos que o irmão more lá e tome conta da Congregação. Não vamos cobrar resultados do irmão porque quem dá o crescimento é Deus."
Pronto. Decisão tomada. Vamos para Tapiraí. Dia 1º de novembro de 2010, eu e Adriana entramos no nosso Ford Corcel II, ano 1980, cedinho, e às 16:00 horas já estávamos em Piedade, sãos e salvos.
Na segunda-feira seguinte, a mudança chegou em Tapiraí, na casa que já tínhamos alugado, e onde estamos até hoje.
Assim, que de acordo com a Providência Divina, quando chegou o final dos três anos da licença não remunerada de Adriana, ela estava bem aqui, pertinho de Votorantim. Oramos, pedimos a direção de Deus, e ela retornou ao seu emprego.
Louvado seja Deus por tudo!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Missionária Ana Wollerman.


Hoje, 18/10/2013, recebi um gentil telefonema da Missionária Esther Ergas convidando-me para o culto de inauguração do monumento dedicado à memória da Missionária Ana Wollerman, com data prevista para 13 de dezembro deste ano na cidade de Dourados, MS.


A irmã Esther Ergas era uma amiga inseparável da Missionária Ana Wollerman.


Desde o falecimento da Missionária Ana Wollerman em 18 de fevereiro de 2008, nos Estados Unidos da América do Norte, a irmã Esther Ergas e o irmão Gete Otano da Rosa, filho na fé da falecida, vinham lutando para trazer as cinzas do corpo daquela querida missionária para o Brasil e depositá-las em um memorial.


As cinzas já estão no Brasil, e com o apoio do pastor e vereador de Dourados, Sergio Nogueira, o monumento deverá ser inaugurado na data mencionada acima.


Farei o possível para estar em Dourados naquela data, se Deus permitir.


Louvado seja Deus por tudo!


Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O presidente da Convenção estava lá também.

Carlos, filho do missionário norte-americano, Pastor Paulo Stouffer, era um jovem muito bem humorado.
 
Certa ocasião, quando eu era pastor em Ponta Porã, MS, o Pastor Paulo Stouffer, levando um grupo de jovens de Campo Grande para realizar um trabalho evangelístico no Paraguay, passou em minha casa. Carlos estava junto. Eu acompanhei o grupo até o Consulado do Paraguay em Ponta Porã para providenciar a documentação. Foi tudo muito simples para os brasileiros, inclusive para o Carlos que também era brasileiro. Mas quando chegou a vez do Pastor Paulo Stouffer, já não foi tão simples porque ele não era brasileiro. Carlos olhou para ele e, em tom de brincadeira, disse:
 
- Se você fosse brasileiro seria tudo mais fácil!
 
Ano 1982, Campo Grande, MS, fim do regime militar, a campanha para a primeira eleição direta para governador do estado está nas ruas. Dr. Wilson Barbosa Martins, do PMDB, é o candidato favorito. Num domingo à noite, o Pastor Paulo Stouffer percebe que Carlos não está presente no culto na Igreja Batista, da qual ele era membro. Em casa, depois do culto acontece o seguinte diálogo entre o pai e o filho:
 
- Carlos, meu filho, eu não vi você no culto esta noite.
- Eu estava no comício do PMDB.
- Você acha que é certo um crente deixar de ir ao culto para ir a um comício?
- O presidente da Convenção estava lá também.
 
Assunto encerrado. O presidente da Convenção Batista Sul-mato-grossense era o pastor Adriano Pereira de Oliveira que era candidato a deputado estadual pelo PMDB naquele ano, e tinha ido de Ponta Porã até Campo Grande para participar daquele grande comício.
 
Carlos, meu amigo, onde está você? No próximo ano, serei candidato a deputado estadual novamente, se Deus permitir. Desta vez, será em São Paulo.
 
Fraterno abraço!
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.
 
 
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Informando aos amigos.

Informo a todos que pretendo ser candidato a deputado estadual em São Paulo em 2014.
Será minha nona candidatura, se Deus permitir.
Já fui candidato a vereador cinco vezes, cada vez em um município diferente, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo.
Já fui candidato a deputado estadual duas vezes no Mato Grosso do Sul.
Já fui candidato a deputado federal uma vez em São Paulo.
Sei que os amigos de qualquer lugar do Brasil e do mundo poderão me ajudar, se quiserem, porque quase todos, ou todos, quem sabe,  têm um parente ou amigo em São Paulo, para quem poderão pedir o voto para mim, e todos poderão orar por mim independentemente do lugar onde estiverem.
Só pediria o seguinte, se alguém está pensando em dizer que é contra o pastor na política, por favor, não diga, eu já sei, muitos já me disseram isto.
Se alguém está pensando em dizer que todo mundo que entra para a política se corrompe, por favor, não diga, eu não corro esse risco porque já sou corrupto por natureza.
Muito obrigado!
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Meu primeiro dia em São Paulo.

Nasci no município de Jequié, Bahia, no dia 25 de abril de 1943. Meu sonho desde criança era vir para São Paulo. Com sete anos de idade fui levado por meu pai juntamente com minha madrasta e meus irmãos para as matas da região do Contestado, onde hoje é o norte do Espírito Santo. Com 16 anos de idade vim para São Paulo sozinho. A viagem foi emocionante, uma mistura de curiosidade e medo.
Meu primeiro dia em São Paulo foi 21 de julho de 1959. Desembarquei do trem na Estação do Norte, no Brás, e fui para a casa do senhor Manoel Alves Aranha, irmão de Zózimo Alves Aranha, que morava no mesmo endereço, Rua Izanga, 19, Freguesia do Ó. Fui para lá porque o Zózimo, a quem conheci em Itamira, ES, tinha me dado o endereço. Louvo a Deus por ter me levado até aquela casa onde dormi minha primeira noite em São Paulo. Mas não me esqueço de uma frase, nada animadora, dita pelo dono da casa:  "Meu filho, São Paulo é terra onde filho chora e pai não vê."
No dia seguinte, fui para a casa de um tio que eu não conhecia, e no dia 1º de agosto, dez dias depois de chegar em São Paulo, comecei a trabalhar como office-boy numa multinacional alemã.

Daí para frente, foi só trabalho e estudo. Muitas coisas aconteceram em minha vida. Morei em muitos lugares. Conheci muita gente. Tive alegrias e tristezas. Fui para outros lugares e voltei para São Paulo duas vezes.
Tive oportunidade de concluir quatro cursos superiores, Teologia, Filosofia, Pedagogia e Direito. Casei, gerei filhos, e já tenho oito netos.

Hoje, 54 anos depois do meu primeiro dia em São Paulo, aos 70 anos de idade, aposentado, continuo atuando como Pastor Batista, e disponível para fazer aquilo que Deus permitir.

Louvado seja Deus por tudo!

Obrigado, São Paulo!

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

www.memoriasdoadriano.blogspot.com.br

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cabeça, fato e mocotó.

Hoje, amanheci pensando nestas três palavras, cabeça, fato e mocotó.
Estava lembrando do tempo em que eu e meu irmão Abel éramos meninos lá no norte do Espírito Santo.
Nós éramos procurados por aqueles que compravam ou vendiam animais vivos, geralmente porcos ou bois.
As pessoas pesavam os referidos animais e depois vinham nos procurar para fazer as contas.
Elas diziam:
- Deu tantos quilos, faz a conta aí descontando vinte por cento de cabeça, fato e mocotó para ver quanto dá.
Nós fazíamos as contas, descontando os vinte por cento de cabeça, fato e mocotó, e depois dividíamos por 15 para ver quantas arrobas davam, e em seguida multiplicávamos pelo valor da arroba em cruzeiro para ver quanto o comprador tinha que pagar.
A mesma coisa acontecia quando alguém pegava uma roça para capinar, uma manga para roçar ou uma mata para derrubar.
Elas diziam:
- Deu tantas braças de frente, tantas braças de fundo, tantas braças dos lados, cuba aí para ver quantas tarefas dá, e depois faz as contas para ver quantos cruzeiros dá.
Nós já sabíamos que uma tarefa era 30 X 30 braças, era fácil fazer as contas.
Nós éramos os especialistas, os técnicos, os sabidos daquela região.
Recordações dos tempos que não voltam mais.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.